9h da manhã, despertador toca, o tempo está farrusco mas talvez abra. Fazer as famosas sandes de ovo com alface e tomate, agarrar na geleira e levar coisinhas boas, pêssegos, bananas, maçãs e meloa. O dia vai quente, a praia rochosa de areia morna, a agua divide-se entre o verde claro e o azul-escuro por entre correntes frias e quentes, algas e rochas. O céu abre, o sol já não tem onde se esconder, um corpo meio pálido que se estende na toalha depois de provar a água salgada e fria do Atlântico. Cabelos molhados que se vão secando e transformando em caracóis rebeldes, que roubam ao sol o dourado e olhos que se tornam mais cristalinos de cloro e luz. O 1º escaldão do ano vai para as costas, o dourado vai para o resto do corpo, pernas, braços peito e cara de faces rosadas e douradas. A tarde instala-se, há um jantar para fazer, companhias demasiado deliciosas, chop suey no menu feito em casa, rosé e hóstias de camarão. Noite quente, recordar canções da Disney e da infância ao longo da expo norte, festa académica, quatro sangrias de penalti, 1 cerveja e fingir que preservativos são balões. Blasted Mechanism, non-stop dancing, loucuras na casa-de-banho e cabelos soltos. Os meninos do costume, M., V., V., J., the perfect soul gathering. Numa noite em que tudo se elevou, o álcool, as gargalhadas, as almas, descansam os guerreiros depois de intensas loucuras. Amanhã regressa-se ao campo de batalha, os sorrisos, levo-os na carteira para usar e lembrar sempre que o inimigo pensar que ganha.
Boa semana.
domingo, maio 18, 2008
sexta-feira, maio 16, 2008
It´s the final countdown, two weeks and then fiesta! O projecto mantém-se demasiado life sucker, normal, adiante. O tempo absolutamente inconstante, uma semana preenchida de cultura auto-recreativa. Exposição Da Vinci na 3a, Museu do Oriente na 4a e World Press Photo na 6a, todas deliciosas. Aconselho principalmente o World Press Photo, sou uma viciada, vou todos os anos para me deleitar com o melhor do fotojornalismo nacional e internacional. Curioso, este ano o prémio foi para um português, Augusto Brázio, autor da foto em que o INEM presta assistência a uma mulher de 19 anos cujo terceiro filho acaba de nascer em casa:


Estive a pensar que se calhar vou investir no fotojornalismo, jornalismo já eu faço e adoro e aliado à fotografia, outra enorme paixão, é uma opção a pensar, deveras. Só é pena que em Portugal seja mais complicado certas especializações, senão lá estaria a bela da Vanessa num curso de engenharia genética algures perdida no estrangeiro. O fim-de-semana adivinha pesca, praia, queima das fitas, concertos, trabalhar no projecto e "bater duas vezes para a estrada dos tijolos amarelos", my zen moment. Já sei que vai passar a correr, já sei que gostava de estar em alguns sítios impossíveis a desfrutar de coisas, também elas, impossíveis, mas aproveito o que de melhor aqui tenho, a minha família escolhida e preferida, os amigos. Os raios solares perdem-se entre folhas verde escuro, como que a fazer código morse para os meus olhos que pestanejam, o cabelo solto esvoaça por cima do ombro e insiste em toldar-me, de vez em quando a vista, que se perde em fotogramas de memórias prensadas em nitrato de prata.
terça-feira, maio 13, 2008
segunda-feira, maio 12, 2008
A menina sorridente, a menina que volta às origens lentamente, é do shampoo de camomila, do hidratante da Mustela, do Nestúm de arroz, é dos olhos brilhantes que ganham os tons veranescos de mar mesclado, do cabelo que ganha os seus originais dourados e cobres e que cresce, torna a ter caracóis e sente-se bonito. A semana foi muito, muito má, mas a sexta apagou grande parte da maleita, companhias inesperadas, reencontros com 2004, a menina a andar de mota na Av. Estados Unidos da América agarrada ao seu "mano", a casa da minha Laly, as mil e uma recordações da casa que conheço como minha também. Um copo no "Coffee & Pot" com o pessoal do curso e empanturranço de Haagen-Dazs Strawberry Cheesecake e Dulce de Latte, Tangs, conversas creepy e uma overdose de riso absolutamente necessária oferecida pelas três mentes brilhantes, moi, Lara e António. 3h da manhã, voltamos a casa, teorias da conspiração e "segredos", um beijo, queremos mais. Sábado tão esperado, almoço avec mon amour Marie com os meninos parvoíce congénita, curtas-metragens, baba de camelo, serão em casa do João com o menino maravilha, viciado em animé, Tiago e os papás do João que são absolutamente deliciosos! A noite foi tão estupidamente brilhante que não poderia ter sido inventada, Monty Python, Family Guy, Exorcista, ataques de riso que dão em overdose de riso contra-ataca! Bilhas de gás, São Bernardos e leões de peluche, mímica, coconetes (leia-se cacahuetes, mas o João resolveu bacorar!), chuva, mantas e a frase da noite "Lambe-me a bilha, cheira-me o gás e vai buscar as fantufas!", lá está em fantufas deve ler-se pantufas, mas (mais uma!) a Vanessa resolveu bacorar! Contudo há uma pequena história por trás das "fantufas", é que há pessoas que têm pedras de axixe no cérebro maiores que outras (Tiago!) e que resolvem que em vez de se dizer seios, mamas ou peito deve dizer-se pantufas, mais tarde fantufas, ou seja, é mais ou menos algo do género "mas que grande par de fantufas que tu tens!". E pronto, como acho que já deixo aqui uma mostra de parvoíce congénita suficiente para os próximos tempos, despeço-me por agora, foi daqueles fins-de-semana que deviam ser intermináveis e não efémeros, sabe-nos tão bem, fazem-nos tão bem estarmos rodeados de almas que nos façam cócegas só de os vermos ao longe, só de sabermos que quando acordar vou olhar e ver a Maria ao meu lado, o João no chão e a primeira reacção conjunta será uma gargalhada estridente que se traduz em "bom dia!".
Um beijo, enjoy...whatever you want...
quinta-feira, maio 08, 2008
Venho por este meio atribuir um aclamado prémio, o prémio de A PIOR SEMANA DE SEMPRE! Envolvendo hospitais, sem caché, trocar de paragem três vezes no espaço de 15 minutos, estar enlatada em comboios e metros e desejar ter um colapso só para poder descansar numa cama nem que seja por uma hora. Conter as lágrimas de uma maneira tão forte que a cabeça doi, os olhos doem e tomam uma cor avermelhada no lugar do branco que envolve a mescla de azul, verde e cinzento. Ainda não chorei, não quero chorar, acho que preciso mas e se eu deixar e for tudo junto? Olhos, lágrimas, stresses e alma? I feel totally drained. Tenho medo de não conseguir, medo de falhar, medo de desistir, mesmo que seja involuntária a desistência. Parece tudo um pouco vago, parece tudo um filme do Tim Burton, mas este não têm o sarcasmo e o macabro habitual, é tudo muito muito mais intenso e sem Johnny Depp. Vou abrir um golpe no espaço-tempo e enfiar-me no futuro, não me interessa o que perca de bom, mas o que ganho em acelerar o mau. Os olhos piscam, a menina esfrega, a dor não passa, o colo não vem, a alma ressente-se e o corpo esquece o toque...
sábado, maio 03, 2008
A banda sonora vai de Tori Amos e Daniela Mercury a José Cid, em força com o clássico "Como o macaco gosta de banana". Há que ter um mínimo de (in)sanidade mental, passar todos os dias no trânsito da marginal, o sol reflecte-se em todo o lado, por sítios que nós não pensávamos "navegáveis" pela luz solar, os olhos ressentem-se ao mais fraco raio. Rotina? não existe, absolutamente inexistente. Directas, sim, continuam em força, o trabalho aperta, os pânicos são denominados de "panicanços", expressão gentilmente cedida pelos apanhados jornalísticos da RTP (Panicar), os risos não faltam e foi até motivo para fundar o canto da porta, a porta da sala, preenchida de bácoras e mais bácoras, provocadas por muito cansaço, muitas horas juntas a trabalhar e muita, mas mesmo muita, parvoíce congénita!!! Personagens, bacoradas e panicanços podem ser acompanhados na pérola da cromice denominada de "Blog da Porta", já num diário digital perto de si. A sessão fotográfica para a revista da nossa adorada "Freaky" foi absolutamente deliciosa e é mais uma prova no currículo da genialidade e profissionalismo destas meninas da comunicação. Deixo-vos uma pequena (literalmente, os brutos contabilizam mais de 400 fotografias) amostra deste pôr-do-sol partilhado pelo riso contagiante de cinco mulheres que se tornaram, já, uma família. Enjoy...
Photos by Patrícia Correia
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