sábado, junho 07, 2008
quinta-feira, junho 05, 2008
quarta-feira, junho 04, 2008
Japonesa, japonesinha...
Cozinha-me o arroz, japonesa que vinho do Porto beberás.
Talheres de prata uso eu e nada mais fácil me pareceu.
Sim japonesa, boa comida sabes fazer mas não me apetece mais. Estou cheia japonesa, mas ensina-me mais.
Tenho olhado para ti e olhos em bico sabem chorar.
Deste-me os cabelos longos e lisos e o teu kimono mais bonito, tens sido a fada japonesa da minha vida.
Momentos de silêncio passámos e que música me dás aos ouvidos se nem tu nem eu dançámos.
Não me enganes japonesa, sei eu bem que te escondes dentro dos teus olhos azuis.
Felizmente há luar japonesa, mais ninguém vai olhar para ti como se fosses a única no cimo da montanha e que te gritam palavras disparatadas.
Desculpa minha japonesa que tenho subido a montanha.
Corre japonesa corre, que de amores perfeitos foste tu feita.
Sê minha, japonesa, que eu estico os meus olhos por ti.
By MinerBackPain for La Japonaise
Cozinha-me o arroz, japonesa que vinho do Porto beberás.
Talheres de prata uso eu e nada mais fácil me pareceu.
Sim japonesa, boa comida sabes fazer mas não me apetece mais. Estou cheia japonesa, mas ensina-me mais.
Tenho olhado para ti e olhos em bico sabem chorar.
Deste-me os cabelos longos e lisos e o teu kimono mais bonito, tens sido a fada japonesa da minha vida.
Momentos de silêncio passámos e que música me dás aos ouvidos se nem tu nem eu dançámos.
Não me enganes japonesa, sei eu bem que te escondes dentro dos teus olhos azuis.
Felizmente há luar japonesa, mais ninguém vai olhar para ti como se fosses a única no cimo da montanha e que te gritam palavras disparatadas.
Desculpa minha japonesa que tenho subido a montanha.
Corre japonesa corre, que de amores perfeitos foste tu feita.
Sê minha, japonesa, que eu estico os meus olhos por ti.
By MinerBackPain for La Japonaise
Lembro-me que a água estava fria, não gelada, mas fria. Estava ali sossegada na minha casa escura e hermeticamente fechada e vi uma luz. Uma luz tão forte que pensei (sim, porque as pastilhas pensam!) que era agora que ia finalmente efervescer. Saí desta cápsula imaginária, senti o meu corpo a perturbar a água, que estava calma e cristalina. Agora parecia o Vesúvio, eram bolhas por todo o lado. A água tomava a cor laranja, eu desfazia-me aos poucos, como que numa morte lenta e desejada. Foi lindo, parecia um festival de dança, o ar dançava até à superfície em espirais perfeitas. Não fosse alguém e a sua pressa terem bebido a água toda, e eu não havia definhado só e desfigurada no fundo do copo de vidro azul.
By La Japonaise in aula de expressão a encarnar uma pastilha efervescente
By La Japonaise in aula de expressão a encarnar uma pastilha efervescente
segunda-feira, junho 02, 2008
Tenho andado perdida do mundo, de mim. É fácil refugiarmo-nos, escondermo-nos do que nos apoquenta. Tenho os meus retiros, os meus recantos, para onde fujo quando algo me abala. São sítios que apagam, momentaneamente, o que se passa lá fora, e cá dentro. Tenho-me escondido no trabalho e nos amigos, tenho sorrido, brincado, falado, vivido assim, sob um holofote gigante a que chamam sol, porque é muito mais fácil esconder-mo-nos na luz que no escuro. Tenho uma data, 5 de Junho de 2008, faltam 3 dias. Trabalho entregue e estreia do Sex & The City, parece-me o closer perfeito. Dia 6, Rock in Rio, Muse, Linkin Park, The Offspring, sandes de ovo e Los Vavamajo com sombreros e sorrisos infindáveis. Estou ansiosa, tenho borboletas no estômago. Quero extravasar toda esta energia, boa e má, acumoladas. Depois disso tudo, depois de passar a onda, ficará na areia aquele resto, o que mais nos custa de lidar, engolir em seco, fingir que nunca aconteceu, que nunca existiu, que nunca lá esteve e receber o verão e todo o seu sabor por inteiro.
Pega-me na mão meu amor e leva-me para o mundo dos pequenos póneis.
Pega-me na mão meu amor e leva-me para o mundo dos pequenos póneis.
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