Post Scriptum - For the tough (perfect) mornings...
sexta-feira, setembro 25, 2009
segunda-feira, setembro 21, 2009
sexta-feira, setembro 18, 2009
O tempo perguntou ao tempo quanto tempo o tempo tem. O tempo respondeu ao tempo que o tempo tem tanto tempo quanto o tempo tempo tem...
Tempo 1: As almas cruzem-se. Conhecem-se numa missão artistíco-informativa partilhada ao longo de três anos.
Tempo 2: As almas passam a ser mais que meros desconhecidos, colegas, não, isso não, mais, muito mais, cada vez mais.
Tempo 3: As almas já não querem saber de um mundo em que a outra não o partilhe.
Tempo 4: Novas almas preenchem o espaço envolvente. Tempos felizes, tão felizes, ingénuos, intocados, puros.
Tempo 5: Esmorece, esbate, desgasta, almas sofredoras de atrito, a capacidade e vontade de superar e o sentimento de que tudo foi em vão.
Tempo 6: Passam 3 anos, passam dores, sorrisos e manias, pânicos e fobias, mas o papão permanece.
Tempo 7: O loop, dá-se o "desmame", a realização de que nada há a fazer.
Parecem actos de uma peça longa, com princípio, meio e fim. Não me apetece tocar no assunto directamente, por isso muno-me de metáforas linguísticas e imagéticas, para expressar, à minha maneira, o que se vai passando. Mais uma alma perdida, mais uma que sai das fotografias mentais do futuro e passa a ser mais uma sombra que passa de vez em quando, mas como é uma sombra, não se vê mais que a parede por trás ou o chão por baixo...nada mais...não deixa marca, não toca, não sente, não faz sentir. Há golpes maiores que os outros, piores são quando são um ângulo de 180º abrupto e espinhoso. Tantas palavras deitadas por terra, tantos sorrisos a serem guardados num cofre, memórias são e serão, não mais passarão disso. Hão-de se perder por entre pequenos grãos de areia e só terão um grão no fundo da ampulheta que lembre a sua existência.
Post Scriptum - Esta doeu...mas não é nada que não se aguente...ficamos cá nós para mais uma volta na roda, a ver passar eternos meros grãos de areia...
sexta-feira, setembro 04, 2009
Definição de Bonito no dicionário:
adj.
adj.
1. Agradável à vista ou ao ouvido.
2. Digno de menção.
3. Irón. Em bons lençóis, bem-arranjado.
s. m.
4. Brinquedo, boneco.
5. Espécie de atum.
fazê-la bonita: fazer um disparate.
Bonito...
Bonito é sinónimo de subjectivo, um objectivo presente.
Bonito é saberes a tua idade e admiti-la, teres orgulho de pronunciar que tens 2+20 ou 5+70 ou mesmo 1+100 e sentires o orgulho em que cada letra com que a pronuncias.
Bonito é saberes ler a beleza subtilmente bordada nas entrelinhas, é saberes beber as linhas de quem te toca e te beija num oceano de pureza de sentimento.
Bonito...uma cambada de babuseiras anteriormente escritas...mas sentidas.
Bonito é saberes quem és, mudares constantemente, nunca estagnar, manter o teu cerne, mudar a tua crosta e fazeres uma translacção contínua.
Bonito é saberes ler uma pessoa sem lhe falares, ouvires o que ela te diz sem ela abrir a boca, por vezes nem os olhos.
É pousar a cabeça no teu e no teu peito e ouvir bater o que faz respirar.
É não me preocupar com futilidades de marcas e politicas ostracizantes.
É mandar à merda a sociedade que me diz que preciso de um certificado de inteligência para fazer o que mais me apaixona.
É ter pena de quem se acha superior só porque tem palas à frente dos olhos e no fundo se lhe tirássemos um pindericalho que fosse caíam que nem areias movediças.
É não ter a mania disto ou daquilo...só disto ou daquilo, daquilo e disto que eu sei que tenho...a mania ou não.
É não querer saber que estou de kimono à janela do rés-do-chão ou pôr a música mais baixa porque pode incomodar alguém...a meio da tarde.
É respeitar todos e controlar a vermelhidão inerente no impluso de partir a cara a metade das pessoas que se cruzam no meu dia, seja por estupidez, ignorância ou má educação.
É poder dizer que te Amo perdidamente e que não quero saber de sentimentos de posse doentios que proibem pessoas iluminadas de se iluminar ainda mais.
E é poder dizer que eu e tu estamos tão mas tão acima de tudo isto que algumas pedras já sairam do caminho e jazem agora no inevitavel afogamento por estagnação no lago de águas infétidas que é a mesquinhice e regressão negativa.
É não fazer sentido nenhum e mesmo assim dizer "que se foda que eu também não me importa e a ti também não..."
É saber-te nas minhas manhãs de domingo e nos meus fins de dia no metro a ouvir-me a comer bolachas Maria...Maria.
É aprender a fazer salame de chocolate e enfardar o I. para não estragar os dentinhos perfeitinhos, com falha e tudo.
É estar sentada em frente ao portátil e desbobinar, literalmente o que me vier à cabeça, na certeza de que mesmo sendo a maior idiotice que já se escreveu tu me entendes em tudo e sorris, partes-te a rir e sublinhas cada letra, mesmo as vírgulas, porque seriam as que tu porias também.
Porque isto my dear, my love, my soul, chama-se amor, chama-se devoção, carinho, paixão, admiração e necessidade...de te ter aqui, agora, sempre, uma, duas, três, mil e sete vidas, só para ser diferente.
Já descobrimos porque aqui estamos...agora resta apreciar gelados e saladas de domingo...
Um Amo-te profundo da tua eterna amante my Pumpkin.***
sábado, agosto 29, 2009
Levanta-se o pó de uma casa mal tratada. Escondem-se as gotas de transpiração por entre suspiros de cansaço. Cobrem-se as paredes de tinta. Foram escolhidas com cuidado, como tudo, ao pormenor. Na sala mora o Oriente, por entre paredes laranja e papel de parede negro desenhado. Os ornamentos específicos e o incenso que queima, sempre. Prendem-se quadros, vestem-se paredes e enche-se a casa de presenças que se marcam a partir do momento que pisam o chão, agora lavado e tratado. No quarto mora o mediterrâneo com o azul típico e os tons terras que trouxe o castanho, o tecto desenha o céu e embala o sono de quem lá mora. O escritório pertence à natureza, verde, porque sim. E poderiam contar-se mil e uma cores nestes metros quadrados que agora são meus...e teus. Que podemos abrir com uma chave e trazer para dentro as minhas meninas, L. e M. e fingir que é a nossa casa de bonecas. Foi tudo tão rápido que o medo é vertiginoso, mas absolutamente compensatório. O chá faz-se, deixa-se arrefecer e gela-se com folhas de hortelâ, porque o calor é imenso e a serra sabe bem demais, para olhar, admirar e...viver. A felicidade é inimiga dos poetas e o mundo seria quase incolor sem a poesia, mas a verdade é que, por enquanto, não me apetece escrever poesia, apetece-me vivê-la. E quando for grande quero ser assim... Post Scriptum - Podemos estar a tentar sobreviver a baleias assasínas no meio do oceano, mas deixar que os portáteis se molhem é que não!...As almas, sendo gémeas ou não, unem-se em uníssuno. .et-omA
domingo, agosto 23, 2009
Nop, não há, na pa, rien, niente e coisas afins...
Tempo...
Para sentar e escrever...
Para pôr net em casa...
Para estar em casa...
Para não estar em casa...
Para tudo e para o que não existe...
Há...
Para o que importa e sempre importou...
Importará...
Sempre...
Assim que a net estiver, finalmente, viável, um conto merecido das histórias veranescas de um ano visto com lâmpadas de tungsténio...
E o que eu gosto da palavra tungsténio...
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