quinta-feira, agosto 30, 2007


Tanto ódio e tanto amor
Na minha alma contenho;
Mas o ódio inda é maior
Que o doido amor que te tenho.


Odeio o teu doce sorriso,
Odeio o teu lindo olhar,
E ainda mais a minh´alma
Por tanto e tanto te amar!


Florbela Espanca

quarta-feira, agosto 29, 2007


Almas incompletas,
que procuram preencher o seu vazio
numa procura constante,
Incessante...
Necessária...
De repente,
O vazio desaparece por completo,
E por completo também
A tristeza sem explicação,
As lágrimas sem razão...
Crueldade,
Injustiça...
O vazio volta,
Mais forte,
Mais fundo,
Mais escuro...
Solidão e medo...
Esperança ténue num coração magoado,
Esperança que treme como uma chama
Que teima em nao apagar...
Que consome o oxigénio
Com fervor e constância...

"Eva"


Broken moments...

domingo, agosto 26, 2007

Michael Nyman - The promise

Soundtrack do post anterior...e não só...demasiadas memórias...overfload...


Parti. A viagem foi longa, a princesa de olhos de musgo acompanhava-me. Cheguei à casa, aquela que chamo de casa. Os rostos familiares do amor incondicional e altruísmo espantado. Foram nove dias, nove longos, ligeiros e sugados dias. Já lá vão 12 anos, eu era ainda uma pequena amostra do que quer que fosse, mesmo assim, os laços criaram-se. Às vezes esqueço-me de estar em casa, esqueço-me como é bom poder, ainda, voltar ao colo da mãe e pedir mimo, de como melancólica fico por pensar que vão longe os tempos em que adormecia a enrolar a fralda, ou mesmo, os tempos em que a princesa olhos de musgo me cabia nos braços. Deixem para trás uma fada, um Topsius e o sapo que só o é quando eu estou a ver, o príncipe esconde-se.
As saudades são eternas e nunca me deixam, senti-me só, mas isso não é novidade. O mano foi-me buscar, reportou-me para os tempos dos caracoís ruivos do Luís e do ursinho das músicas de Natal, o meu primeiro inglês embrulhado. Os humores espontâneos e os sorrisos sinceros e o pôr-do-sol de fogo de passadeira vermelha para a Lua.
Lisboa, a minha menina de sete cores, sete colinas, sete vidas e sabores. Chovia, estava frio e estava, de novo, sozinha. Mas desta vez, comigo. "O tempo não sabe nada, o tempo não tem razão, o tempo é nosso inimigo, o tempo é nossa invenção", tenho medo que na escuridão não sejas tu, mas sim eu, parece que não existimos os dois, juntos não, separados talvez. O futuro? Dou-o a quem o fez. Voltei, Lisboa sabe bem.

Post Scriptum - Era assim que se chamava o vinho...

sexta-feira, agosto 17, 2007

Férias Oeiras...do not ask...


O meu blog faz 1 ano! weee como o meu Topsius e a minha fada são parte fulcral na minha vidinha catita, aqui fica jovens, gracias pelas férias maradas! peixe peixe peixe peixeeeeee!

quinta-feira, agosto 16, 2007


Roubei, sim admito. Roubei por pura ganância, puro egoísmo. Roubei o que tomei por meu.
Roubei-te. Suguei essa alma que pensas-te ser tua. Bebi cada canto e curva de ti. Conspurquei esse corpo que me embebeda, esse cheiro que me enebria, esses olhos que me alimentam.
Corvo, sou um corvo que se alimenta do teu espírito elevado, do teu conhecimento invejado, da tua inteligência devota. Não te amo, invejo-te. Nas luxúrias da carne uno as almas e prendo-te em mim. de onde nunca devias ter saído. A minha pele retém a respiração dos teus poros, de tão esfregada na tua. Os meus lábios sabem aos teus depois de me chamares devassa nos longos enrolar de línguas em que hipérbolizamos beijos. Leva-me contigo, falta-me o cheiro. Falta-me o sabor. Faltas...me. Elouqueceremos de inveja, loucura efémera. O eterno permanece.