domingo, maio 18, 2008

9h da manhã, despertador toca, o tempo está farrusco mas talvez abra. Fazer as famosas sandes de ovo com alface e tomate, agarrar na geleira e levar coisinhas boas, pêssegos, bananas, maçãs e meloa. O dia vai quente, a praia rochosa de areia morna, a agua divide-se entre o verde claro e o azul-escuro por entre correntes frias e quentes, algas e rochas. O céu abre, o sol já não tem onde se esconder, um corpo meio pálido que se estende na toalha depois de provar a água salgada e fria do Atlântico. Cabelos molhados que se vão secando e transformando em caracóis rebeldes, que roubam ao sol o dourado e olhos que se tornam mais cristalinos de cloro e luz. O 1º escaldão do ano vai para as costas, o dourado vai para o resto do corpo, pernas, braços peito e cara de faces rosadas e douradas. A tarde instala-se, há um jantar para fazer, companhias demasiado deliciosas, chop suey no menu feito em casa, rosé e hóstias de camarão. Noite quente, recordar canções da Disney e da infância ao longo da expo norte, festa académica, quatro sangrias de penalti, 1 cerveja e fingir que preservativos são balões. Blasted Mechanism, non-stop dancing, loucuras na casa-de-banho e cabelos soltos. Os meninos do costume, M., V., V., J., the perfect soul gathering. Numa noite em que tudo se elevou, o álcool, as gargalhadas, as almas, descansam os guerreiros depois de intensas loucuras. Amanhã regressa-se ao campo de batalha, os sorrisos, levo-os na carteira para usar e lembrar sempre que o inimigo pensar que ganha.
Boa semana.