domingo, setembro 02, 2007


Porque me enganas com as tuas falácias e múltiplas caras? Conheço-te. Sei-te. Sinto-te. Passo sempre as mesmas portas, as mesmas salas, os mesmo corredores. Atravesso esse pátio interior e abro a porta da torre, subo-a porque sei que é lá que estás. Alcanço a porta, aquela grande escura e dourada porta que me persegue, rodo a maçaneta impecavelmente polida. Não abre, que novidade. Bato uma, duas, três é o limite. Sei que me ouves, sinto-te respirar. Não estás longe, estás apenas do outro lado, são cinco centimetros de ébano que nos separam. Se ao menos fosse físico, se ao menos fosse tão fácil como ter a chave. Mas não. A chave jaz nessa mesma porta, por dentro, e a única coisa que tens de fazer é rodá-la no sentido dos ponteiros do relógio, aqueles que já batem mais de dois anos. Eu espero, por quanto tempo, não sei. Juro que não sei.
Sento-me, a porta já tem a minha forma marcada, as minhas unhas cravadas, o meu choro embutido, os meus sorrisos vistos pela fechadura. Sento e espero pelo "clique", aquele do rodar da chave. Enquanto houver luz por debaixo da porta, eu observo, e fico.
Post Scriptum - "Enquanto houver estrada para andar a gente vai continuar, enquanto houver estarda para andar. Enquanto houver ventos e mar, a gente não vai para. Enquanto houver ventos e mar."

6 comentários:

Kátia disse...

Temos um quê de parecido nisso de esperar..."meus ponteiros" rodam há mais tempo...e já agora...andam um tanto enferrujados e...cansados.

Menina,és tão jovem para amar assim! Tens uma estrada longa e linda...

Porém,sente...és humana.E sentir faz parte.

Beijo!!!

John Rafel! disse...

Às vezes cinco centímetros não são cinco centímetros. São quilómetros inundados pelo receio e pelo desgosto. Mas outras vezes há quem se lembre de abrir a porta por dentro e dizer olá, desculpa não ter aberto a porta mais cedo, mas é que estava a comer pistachios. As coisas são como são e não como queremos, mas temos de querer muito para depois no final não dizermos que podíamos ter feito mais. E quem sabe o que fazemos realmente mude alguma coisa...

Beijo beijo caro raposo, espero ansiosamente por uma carta de alexandria*

Amsilva disse...

enquanto há sonho, há vida;
enquanto há vida, há esperança!
E quem espera sempre alcança...

Eva Tancredi disse...

Enquanto houver um sorriso bem cá dentro, tudo se irá resolver.
Enquanto houver sonhos, haverá algo para se correr atrás.
Enquanto houver uma Vany e uma Ticha por aí, haverão conversas deliciosas a ter.
Gosto de si, sei lá*

somebody disse...

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