domingo, dezembro 24, 2006

Voltei, do frio gélido que me fazia parecer a Heidi sempre de faces rosadas. Estava linda, estava lá. Gostei de muitas coisas, deisludi-me com outras ( estava à espera que a Torrei Eiffel fosse um objecto fálico muito maior) e deliciei-me com a Mona Lisa atrás de um sistema de segurança que mais parecia estar ali o Da Vinci em pessoa. Estive no relax num spa marroquino envolta em cheiros de oléos de jasmin e rosa egipcia, sabão negro e argila e chá de menta. Amei Notre Dame no seu silêncio crepuscular e cofral de reliquias como Pietá, pérolas para os olhos. O Sena estava revolto e brilhante sob o fraco sol que rompia a neblina que se fazia sempre sentir. Perdi-me sozinha em busca do Moulin Rouge e deliciei-me com as livrarias do Cartier Latin. Senti-me bem, e mal. Gostei muito de Paris, mas nunca pensei sentir tantas saudades de tanta coisa. Tenho andado muito chorona, se calhar porque sou portuguesa, e se há palavra que define o povo português é saudade. Tinha principalmente saudades das vozes, da voz dele, da voz dela, da voz que me acalma, da voz que me faz sorrir, da voz que me traz sempre saudades.
Fui, fiquei e voltei, mas sempre com uma lágrima, nem que fosse em pensamento.
Um beijo